AutoData - Zen projeta faturamento 15% maior em 2015
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11/05/2015

Zen projeta faturamento 15% maior em 2015

Por Michele Loureiro

- 11/05/2015

Enquanto a maioria das fabricantes de autopeças prevê retração neste ano, acompanhando a queda das vendas de veículos, estimada em 13% pela Anfavea, a Zen projeta alta de 15% no faturamento deste ano.

A fabricante de impulsores de partida, polias e tensionadores de Brusque, SC, aposta em três frentes para ampliar sua receita: mercado de reposição, exportações e fornecimento a novos modelos fabricados por aqui.

Segundo o diretor comercial da Zen, Nelson Bastos, a companhia de origem familiar fundada na década de 60 sempre teve vocação para exportação, pois aposta na diversificação das fontes de renda.

“Desde o início das operações a empresa cultivou relações fora do País. Atualmente exportamos 60% da nossa produção, maior índice histórico.”

Para garantir as remessas a Zen possui três escritórios fora do País: China, Alemanha e Estados Unidos. “O mercado estadunidense responde pela maior fatia das nossas exportações, mas a China vem crescendo muito e a Europa está em recuperação.”

Bastos ressalta, entretanto, que há muitas dificuldades para manter este elevado nível de exportações. A estratégia, segundo o executivo, inclui a diversificação de destinos: “Para não ficarmos dependentes de nenhum país exportamos para 60 destinos diretamente e para outros 100 países de forma indireta.”

O dólar em alta é um dos fatores a contribuir para o aumento da receita. No entanto, Bastos lembra que a principal matéria-prima da companhia é o aço, vendido em dólar. “Há os dois lados da moeda. Aumenta a receita, mas os custos também.”

A parte de reposição também é vista como promissora. Bastos considera que a queda na venda de veículos novos culminará no aumento de reparos na frota – atualmente 70% do faturamento da empresa é proveniente do mercado de veículos leves e 30% de pesados.

Os recentes lançamentos de veículos no mercado nacional, que se intensificaram principalmente no segmento de SUVs, também impulsionaram os negócios da Zen. “Conquistamos contratos de fornecimento importantes com empresas globais como Bosch e Valeo, tanto dentro quanto fora do País.”

A companhia aposta também em contenção frequente de custos: no início de 2014 fechou sua operação de alumínio, que também ficava em Brusque. “Fizemos as contas e notamos que a margem era muito baixa. Não valia a pena manter o negócio.”

A Zen também enxugou o número de funcionários no decorrer dos últimos doze meses. Passou de 1,3 mil para os atuais 950 – todos em Brusque. “Investimos em automação e melhorias. Reduzimos um turno de trabalho e aumentamos a produtividade em 15%.”


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